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Como fazer intercâmbio do zero: passo a passo para 2025

Da escolha do destino até a chegada no aeroporto — tudo o que você precisa organizar antes de viajar, sem enrolação e sem pagar consultoria cara para descobrir o que está neste guia.

Por onde começar: defina seu objetivo

O primeiro erro de quem planeja um intercâmbio é começar pela escolha do destino. O destino é consequência — o ponto de partida é o objetivo. Você quer aprender ou aperfeiçoar um idioma? Trabalhar e se sustentar no exterior? Fazer uma graduação ou pós-graduação? Ter uma experiência cultural por alguns meses?

Cada objetivo leva a um tipo de programa diferente, e cada programa tem requisitos, custos e prazos distintos. Definir isso primeiro economiza meses de pesquisa dispersa.

Os principais tipos de intercâmbio Curso de idiomas, Work and Travel, Au Pair, Working Holiday, graduação no exterior e voluntariado são os programas mais acessíveis para brasileiros. Cada um tem faixa etária, custo e duração típicos bem diferentes.

Escolha do destino: além do óbvio

Estados Unidos, Canadá, Austrália e Irlanda concentram a maioria dos intercambistas brasileiros — e com razão: são países de língua inglesa com boa infraestrutura para receber estrangeiros. Mas dependendo do seu objetivo e orçamento, destinos como Portugal, Espanha, Malta, África do Sul e até alguns países da Ásia oferecem experiências excelentes com custos bem menores.

Os critérios que devem guiar a escolha são: idioma do país (e se há cursos no idioma que você quer aprender), custo de vida, facilidade de obtenção de visto para brasileiros, e oportunidades de trabalho ou estudo no destino.

Destino Idioma Custo de vida Visto para BR
Irlanda Inglês Médio-alto Stamp 2 (estudo)
Canadá Inglês / Francês Alto Student Permit
Portugal Português Médio Visto D (estudo)
Malta Inglês Baixo-médio Não exige visto (até 90 dias)
Austrália Inglês Alto Student Visa / WHV

Monte seu orçamento realista

O custo de um intercâmbio envolve três blocos principais: o investimento antes de viajar (passagem, seguro saúde, visto, taxa de matrícula), os custos mensais no exterior (moradia, alimentação, transporte, lazer) e uma reserva de emergência (pelo menos 2 meses de despesas).

Muita gente subestima o custo de moradia. Em Dublin, um quarto compartilhado facilmente passa de €800/mês. Em Lisboa, a mesma coisa gira em torno de €500–€700. Em cidades menores da Irlanda ou do Canadá, os valores caem significativamente — o que pode fazer valer a pena fugir das capitais.

Referência de custo mensal (2025) Irlanda: €1.500–€2.000 | Canadá: CAD 2.000–2.800 | Austrália: AUD 2.000–2.800 | Portugal: €1.000–€1.500 | Malta: €900–€1.300. Esses valores incluem moradia, alimentação e transporte, sem contar lazer e imprevistos.

Documentos: o que você precisa e quando tirar

Passaporte válido com pelo menos 6 meses de validade além da data de retorno é o básico inegociável. Se o seu não está válido, solicite com antecedência — o prazo pode chegar a 60 dias em períodos de alta demanda.

O visto depende do destino e do tipo de programa. Alguns países exigem que o visto seja solicitado antes de viajar (Canadá, Austrália, EUA); outros permitem entrada como turista e regularização posterior, como a Irlanda para cursos de até 90 dias. Em todos os casos, comece a pesquisa com pelo menos 3 a 4 meses de antecedência.

Lista de documentos mais comuns

  • Passaporte válido
  • Visto (conforme o destino e programa)
  • Seguro saúde internacional
  • Carta de aceite da escola ou programa
  • Comprovante de recursos financeiros
  • Antecedentes criminais (alguns países exigem)
  • Histórico escolar ou diploma (para programas acadêmicos)

Agência ou conta própria?

Agências de intercâmbio facilitam o processo, especialmente para quem está fazendo o primeiro intercâmbio e não tem familiaridade com a burocracia. Elas intermediam a matrícula na escola, auxiliam no visto e em alguns casos oferecem suporte no destino. A desvantagem é o custo: a taxa de serviço pode representar 20% a 40% do valor total do intercâmbio.

Fazer por conta própria é possível e cada vez mais comum. A maioria das escolas de idiomas aceita matrículas diretas pelo site, e os processos de visto são bem documentados. A dificuldade está em resolver problemas no exterior sem um ponto de apoio local.

Dica Se for usar agência, compare ao menos 3 orçamentos. O serviço costuma ser similar entre elas — a diferença de preço pode ser significativa. Verifique também se a agência tem escritório no destino ou apenas parcerias.

Cronograma: quando fazer o quê

A regra geral é: quanto mais cedo, melhor. Especialmente para programas com vagas limitadas (Au Pair, Work and Travel) ou para destinos com processos de visto longos (EUA, Canadá, Austrália).

Antecedência O que fazer
12 meses antes Definir objetivo, destino e programa; checar validade do passaporte
9 meses antes Escolher escola ou programa; montar orçamento detalhado; iniciar poupança
6 meses antes Efetuar matrícula; iniciar processo de visto; contratar seguro saúde
3 meses antes Comprar passagem; resolver pendências bancárias (cartão internacional); pesquisar moradia
1 mês antes Confirmar reservas; preparar mala; notificar banco sobre viagem

Moradia no exterior

Encontrar onde morar é uma das partes mais trabalhosas — e mais importantes — do planejamento. As opções mais comuns para intercambistas são homestay (moradia com família local, geralmente com café da manhã e jantar incluídos), residências estudantis, repúblicas compartilhadas e apartamentos alugados.

Homestay é a opção mais cara na maioria dos casos, mas oferece imersão cultural e facilita a adaptação inicial. Repúblicas compartilhadas são a alternativa mais econômica e permitem mais autonomia. O site Uniplaces, o Facebook Marketplace local e grupos de brasileiros no exterior são boas fontes para encontrar vagas.

Os primeiros dias no exterior

Chegando ao destino, as prioridades são: ativar o chip local ou internacional, chegar à acomodação, e nos primeiros dias regularizar o que for necessário — no caso da Irlanda, registrar-se no GNIB; na Austrália, abrir conta bancária local para receber salário.

O choque cultural existe mesmo quando você vai para um país de língua inglesa. Os primeiros dias costumam ser de euforia misturada com cansaço e desorientação. É normal. A adaptação acontece naturalmente nas primeiras semanas.

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